Introdução
Normalmente, os leucócitos do sistema imunológico ajudam a proteger o corpo contra substâncias nocivas, chamadas de antigénios, produzindo anticorpos que destroem esses antigénios.
Nos pacientes com doença autoimune, o sistema imunológico não consegue distinguir os tecidos saudáveis do corpo dos antigénios. O resultado é uma resposta imunológica que destrói os tecidos normais do corpo.
Nos pacientes com doença autoimune, o sistema imunológico não consegue distinguir os tecidos saudáveis do corpo dos antigénios. O resultado é uma resposta imunológica que destrói os tecidos normais do corpo.
As doenças autoimunes são causadas por vírus e bactérias que desencadeiam as mudanças no sistema imunitário, principalmente em pessoas que têm genes que aumentam as probabilidades de ter doenças autoimunes. Uma doença autoimune pode causar:
• Destruição de um ou mais tipos de tecidos do corpo
• Crescimento anormal de um órgão
• Alterações na função de um órgão A maioria das doenças autoimunes são crónicas, mas muitas podem ser controladas com tratamento.
O que é a Esclerose Múltipla (EM)?
A EM é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afeta o Sistema Nervoso Central . É uma doença que surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade. Afeta com maior incidência as mulheres do que os homens.
Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com EM (dados da Organização Mundial da Saúde) e em Portugal mais de 5.000.
Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com EM (dados da Organização Mundial da Saúde) e em Portugal mais de 5.000.
Causas
Os investigadores não sabem ao certo o que desencadeia a inflamação. As teorias mais comuns apontam para um vírus, bactéria ou defeito genético, ou para uma combinação de ambos. Os estudos geográficos indicam que pode haver um fator ambiental envolvido.
De forma genérica, as reações inflamatórias ocorrem apenas quando o sistema imunológico reage a vírus e bactérias que penetram no organismo. Mas em casos excecionais, pode ocorrer uma reação inflamatória contra tecidos ou partes do próprio organismo, tal como acontece com a mielina na EM ou com as articulações na doença reumática.
Diagnóstico
Punção Lombar
Estudo de Potenciais Evocados
Neste exame, é colocado um eletroíman sobre a cabeça. Quando o íman é ligado, surge uma breve tensão nos músculos da perna ou do braço consoante o local da cabeça estimulado. A velocidade a que os músculos reagem a estes estímulos magnéticos (que são transmitidos através do cérebro e da medula espinal) pode ser medida com precisão com esta técnica.
Tipos de esclerose múltipla
O curso clínico que a doença pode tomar permite estabelecer uma distinção entre vários tipos de EM:
A - Surto-Remissão: caracteriza-se por surtos, seguidos por períodos de remissão com recuperação total ou parcial dos efeitos sentidos.
B - Secundária Progressiva: este tipo de EM inicia-se com a forma clínica de surtos, e à medida que o tempo passa instala-se uma perda gradual das funções, sendo as recuperações frequentemente incompletas.
C - Primária Progressiva: este tipo de EM não apresenta surtos, mas num período de anos vai-se instalando uma perda gradual e insidiosa das funções do corpo.
D - Benigna: este tipo inicialmente caracteriza-se por EM por Surto-Remissão, mas depois de muitos anos a incapacidade continua praticamente inexistente ou muito reduzida.
Sintomas
Os sintomas provocados pela EM variam muito. Dependem da localização da inflamação e da desmielinização no sistema nervoso central. No entanto alguns sintomas ocorrem com frequência, outros raramente são assinalados.
• Fadiga • Neurite ótica
• Perda da força muscular nos braços e pernas
• Alterações da sensibilidade
• Dor
• Alterações urinárias e intestinais
• Problemas sexuais
• Equilíbrio/coordenação
• Alterações cognitivas
• Alteração de humor e depressão
Qual o tratamento?
Atualmente, não existe cura conhecida para a esclerose múltipla. Porém, existem terapias que podem diminuir a velocidade de progressão da doença. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e ajudar a manter uma qualidade de vida normal.
Os medicamentos usados para diminuir a progressão da esclerose múltipla devem ser tomados a longo prazo (incluem, por exemplo, interferões).
•Medicamentos para reduzir os espasmos musculares
•Medicamentos colinérgicos para reduzir os problemas urinários
•Antidepressivos para sintomas de humor e comportamento
Também se recorre muito à fisioterapia.
Cláudia Rodrigues é uma atriz brasileira, que devido aos tratamentos, consegue ter agora uma vida estável e consegue continuar a sua carreira.
Conclusão
Durante o trabalho, descobrimos que há uma Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), que tem como missão contribuir para a melhoria das condições de vida dos portadores de Esclerose Múltipla e das pessoas que com eles convivem.
O dia mundial da esclerose múltipla é assinalado no dia 28 de maio de 2014.













Sem comentários:
Enviar um comentário